terça-feira, 14 de outubro de 2008

David Castanheira em "6 cadeiras..."

Trabalhos de David Castanheira para "6 cadeiras e 1 mesa".




Iluminismo Popular


“Pela Boca Morre o Peixe”


técnica mista (acrílico, grafite e colagens) sobre mdf, 60x30cm



“Disse-me um Passarinho”


técnica mista (acrílico, grafite e colagens) sobre mdf, 60x30cm





“Mais Vale um Pássaro na Mão que Dois a Voarem”


técnica mista (acrílico, grafite e colagens) sobre mdf, 60x30cm







“Concílio da Páscoa/ Burocracias”



técnica mista (acrílico e grafite) sobre papel, 118,8x84,1cm


“Então e os Ovos?”

técnica mista (acrílico e grafite) sobre papel, 240x92cm



“Snapshot”


“FLASH!”
técnica mista (acrílico e grafite) sobre papel, 118,8x84,1cm

“Knock”

técnica mista (acrílico, grafite e impressão) sobre papel, 125x86,5cm



“Out”

técnica mista (acrílico, grafite e impressão) sobre papel, 125x92cm

domingo, 12 de outubro de 2008

Cadáver Aflito (painel)





Dezenas de desenhos de tamanho A3 organizados em painel de dimensão variável.
Cada desenho é um átomo do corpo global que constitui o painel.
A forma como os átomos se conjugam e organizam é sempre diferente.
Assim, o corpo resultante dessa organização possuirá características próprias e diferentes das que teve da última vez.
Cada nova exposição, cada novo painel, terá um aspecto semelhante ao anterior mas obrigatoriamente diferente.
Trata-se de uma regeneração (ou degenerescência) do corpo anterior.
Com novos átomos que se misturam nos antigos.
E por aí fora, crescendo como um fungo, parasitando o espaço, oferecendo-se de novo e mais uma vez ao olhar eventual que irá completá-lo.
O observador irá ser infectado pelo painel através da mera observação.


Trabalho de Rui Silvares.



terça-feira, 7 de outubro de 2008

Chute d'Organes (Tríptico)

O tríptico de Filipa Rebordão, a expor na "Seis Cadeiras e Uma Mesa", conjuga dois meios de expressão plástica que, aparentemente, travam uma batalha mortífera no campo da arte contemporânea. O painel central, executado na tradicional técnica pictórica (com pincéis e tinta acrílica), coabita com dois loops em registo vídeo a servirem de painéis laterais.






CHUTE D’ORGANES
2008
painel central, acrílico sobre tela 119 x 246 cm
vídeos laterais, loop, dimensões variáveis
A SAGRAÇÃO DA CARNE
Ao gritar o suporte visceral nascido de imagens sacras, confiro ao silêncio espectral das imagens uma auto-suficiência sonora que ecoa internamente no Si. Liberto dum corpo cristão forças reprimidas bombeadas através de filtros pulsionais, até terem dimensão in-visível em mim, no meu ser-obra. Chute d’organes reflecte uma série de reflexões e novas visualidades a partir do painel seiscentista Martírio de São Sebastião, proveniente da oficina do pintor régio Gregório Lopes. No painel original, o Santo é o ideal e belo senhor do mundo, com total domínio das suas contradições internas, criado para prestar reverência e servir Deus como forma de salvar a alma. O seu espírito materializa o divino. Este idealismo e formalismo renascentista mesclado com frieza e falseado maneirista, permitem-me conferir-lhe uma nova concepção de corpo. Ao mártir, que sobre o pedestal exala os últimos sopros de vida com um sorriso humilde e resignado, confere-se um valor espiritual à dor física, porque a alma tem por vezes dó do corpo. Conferi o mesmo tipo de iluminação interior ao Santo que se descobre noutra condição e noutro lugar a todos oculto. Trata-se de uma ténue passagem revelada pela in-carnada luz, acontecimento do Ser Nada. Crio um corpo desumanizado pela violência externa, corpo humilhado e passivo para exprimir o sagrado, numa lógica de sistema aberto onde existem trocas de matéria e energia entre o corpo e o exterior. Tomo ainda, à maneira cristã, o homem como criatura cujo único objectivo é a obtenção da salvação eterna através de uma lição de sacrifício e sofrimento. Concebo um corpo para a morte. Corpo sem órgãos, em pose, esperador, sedento de ser e de-vir a ser em si.
Filipa Rebordão

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Sara Bichão


Sequência de imagens dos trabalhos de Sara Bichão para a exposição Seis Cadeiras e Uma Mesa. Paredes e portas em dimensão real. Superfícies saturadas de sinais. Reminiscências do nosso quotidiano. Mensagens codificadas ou puro caos?


parede n.1
1,04 x 1,78 x 0.16 m. Técnica mista.
Produção de parede: Cimento, esferovite, cola de esferovite.




porta n.1

2,26 x 0,76 x 0,04 m. Técnica mista.




porta n.3
(pormenor)
2,15 x 0,84 x 0,035 m. Técnica mista.




segunda-feira, 29 de setembro de 2008

... e até Platão tinha um corpo

Seguem-se os primeiros trabalhos da exposição "Seis cadeiras e uma mesa". É uma amostra dos desenhos de Luís Miranda. Lá mais abaixo o autor explica...


Clicar nas imagens chega-as à ponta do teu nariz







Luís Miranda

“...e até Platão tinha um corpo”
desenho
, técnica mista sobre papéis reutilizados
2002/...


Estes desenhos constituem uma série, ainda não terminada.

São iniciados com café e tinta da china sobre papéis de origem variada (revistas, jornais, toalhetes, guardanapos, embrulhos...) e trabalhados posteriormente com lápis de cor, pastéis e acrílicos.

A temática gira em torno do corpo como matéria em transformação, desagregando a unidade do eu com uma história, e a possibilidade, ou não, de uma nova reconstituição individualizada.

domingo, 28 de setembro de 2008

O Triunfo do Amor


O Triunfo do Amor
colagens, acrílico e tinta-da-China sobre papel
Outubro de 2006
Finalmente tenho algumas fotos de trabalhos meus com uma qualidade muito superior ao habitual. Foram tomadas pelo meu colega Luís Miranda e retocadas por mim no Adobe Photoshop. A partir de hoje vou colocá-las aqui no Carapau Staline, ao longo das próximas semanas à razão de uma por dia. Clicando sobre a imagem tem-se acesso a uma ampliação que permite ver com mais pormenor o resultado da técnica de colagem por mim utilizada e que nem sempre consigo evidenciar quando sou eu o fotógrafo de serviço. A tinta-da-China preta é difícil de controlar uma vez que reflecte a luz com uma violência inesperada.

sábado, 27 de setembro de 2008

Come to me

Come to me
tinta-da-China sobre papel
tamanho A3
século XX

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Outro Rei Mágico (e a Estrela)


Outro Rei Mágico (e a Estrela)
eram 3 mas só me lembro de ter desenhado 2
tinta-da-China sobre papel
tamanho A3

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Rei Mágico

(um) Rei Mágico
tinta-da-China sobre papel
tamanho A3

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Pride

PRIDE
Tinta-da-China (com toques de acrílico) sobre papel
tamanho A3
Século XXI
(não me lembro bem da data e não me apetece ir verificar)

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Um Rei

A King (Um Rei)
Tinta-da-China (com toques de acrílico) sobre cartolina
tamanho A3
Século XXI
(não me lembro bem da data e não me apetece ir verificar)

sábado, 20 de setembro de 2008

Alma Pater


Alma Pater
acrílico e tinta-da-China sobre papel preto
Setembro de 2008

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Solidário

Sólido e solidário
post para a Tertúlia Virtual
tema-SOLIDARIEDADE
clica na imagem

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Desenho Rasgado


A Má Educação
(que até já foi boa)
Colagem de desenhos rasgados e retoques a tinta-da-China e acrílico branco
Setembro de 2008

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Inauguração







Inaugura amanhã, pelas 22 horas e 45 minutos, no Contagiarte, a exposição de pintura e desenho de Rui Silvares (sou eu), O Espírito da Coisa. A morada está aí ao lado, como muito boa gente sabe, o Contagiarte fica na cidade do Porto. Entre amanhã, dia 9 e 27 do corrente.
Textos relacionados:
O Espírito da Coisa – Exposição de Pintura de Rui Silvares

A pintura é uma coisa suspensa.
Resulta da interrupção de um último gesto e ali fica, eternamente inacabada, à espera do olhar que a completa.
A pintura completa-se no interior da tua cabeça.
A pintura, suspensa no tempo, espera por ti.
Será tudo o que fores capaz de fazer dela.
Quando a olhas ela brilha de vaidade, ajeita-se e faz pose, arma-se em boa.
Insinua-se, tenta seduzir-te.
Quer contar-te uma história.
A tua história.
A pintura, sem o saber, é como tu.
E tu és parte da pintura que contemplas.
Ela dir-te-á aquilo que quiseres saber.
Sejas tu capaz de a ver e ela mostra-se.
Seja ela capaz de te descobrir e irá ao teu encontro.

Rui Silvares, 28 de Junho de 2008

Rui Silvares
Viseu, 1963

Licenciado em Pintura pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa em Dezembro de 1991.
Professor do Ensino Secundário em diversas escolas do distrito de Setúbal desde 1986, actualmente exerce a docência na Escola Secundária Anselmo de Andrade em Almada, onde lecciona as disciplinas de Oficinas de Arte, Arte e Comunicação e História da Cultura e da Arte.
Desenvolve actividades públicas relacionadas com as Artes Plásticas desde 1986 até à actualidade, participando em exposições colectivas de pintura, desenho, gravura, ilustração e instalação.
Trabalhou também nos campos do story-board para cinema e televisão, da banda desenhada, design de comunicação, ilustração e produção de fanzines.
Desenvolve actividade na produção de espectáculos teatrais onde trabalha no campo da cenografia e concepção de figurinos bem como na autoria de textos originais.
“O Espírito da Coisa” é a 1ª exposição individual de pintura e constitui uma espécie de retrospectiva introspectiva, com traços de exposição colectiva.