quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Homem Fotogénico

Um Homem Fotogénico
tinta-da-China sobre papel
Tamanho A3
dois mil e picos

domingo, 9 de novembro de 2008

Um rei espanhol...

Um Rei espanhol com o seu Anão
Tinta-da-China sobre papel e marcador preto
2000 e uns trocos
tamanho A3

Maior que o Inferno (conversa para adormecer moscas mortas)


Nós próprios somos maiores que o Inferno que trazemos dentro do peito.
Somos menores que o Paraíso que esquecemos que poderíamos criar se não fõssemos mais depressa demónios do que coisas parecidas com anjinhos barrocos.
Temos vergonha de ser belos?
Porque insistimos na visão perversa do mundo que nos rodeia.
Rimos com a dor alheia e apenas sorrimos perante imagens de felicidade.
Isto está errado ou é, apenas, assim mesmo?
Hoje vou deixar as coisas como não estão e procurar debaixo da cama aquele monstro que ontem perdi entre o adormecer e o dormir, aquele monstro com bico de pato que me queria devorar porque não lhe ofereci o cigarro que me pediu quando nos encontrámos no meu sonho.
Eu sei que esta conversa não faz sentido.
Aparentemente.
Mas o sentido das coisas é uma convenção, um pretexto para deixarmos que a realidade se pareça com alguma coisa comum a todos nós, os demónios que habitam oinferno que trazemos dentro do peito.
Bom Domingo.

Ora vai lá ver...

Encontrei esta sugestão http://itmakesmegiggle.ytmnd.com/ aqui, no Pandora Complexa. A sugestão foi deixada por alguém que se auto-intitula "Merdinhas" e mantém colaboraçãpo com vários blogues como, por exemplo, este "Do Segredo Das Artes".
Resumindo, vai lá espreitar o lugar que encontras clicando na 1ª hiperligação deste post. Vai lá, anda, não tenhas preguiça...

domingo, 19 de outubro de 2008

Esburacados

Os textos e as imagens que se seguem foram enviadas por João Gaspar para o catálogo da exposição "Seis Cadeiras e uma Mesa". São assim:


João Gaspar, nascido em 1981, desde muito novo nutre um certo fascínio pela imagem fixa, e pelas matérias físicas que permitem a sua realização, devendo-se possivelmente ao contacto que desde muito cedo teve com estes objectos.
Com aproximadamente doze anos de escola e entre leituras, viagens, exposições, encontros, conversas, tédio, comida, dormidas e noites mal dormidas, eis que se desenvolve um amor, uma mania e uma doença que se dá pelo nome de Arte.
Ingressa na faculdade de Belas-artes da Universidade de Lisboa onde adquire a licenciatura em Artes Plásticas/Pintura.
Desde esta altura e em parceria com alguns artistas participou em diversas exposições realizadas na cidade de Almada. Paralelamente, desenvolve uma colaboração com a galeria Arte Periférica onde já realizou duas exposições até à data.

Série: Esburacados

Um buraco pode-se definir como sendo uma falta física, é algo que se caracteriza através do que não é. Procurar a materialidade deste conceito é encontrar uma ausência.
Um Buraco é uma espécie de vazio material, mas nessa aparente falta dá-nos a ver algo que de outro modo não se veria e que apenas nos surge mediante essa ausência.
Deste modo é uma falta de matéria e um preenchimento com as expectativas que abre, simultaneamente é uma falta de algo e uma abertura para um outro algo. Ao mesmo tempo que retira, coloca. A abertura, ou o acesso a este lugar de possibilidades – o lugar do outro - é nos dado paradoxalmente pela supressão, isto é através da constatação de uma falta.
A ideia de buraco aparece-me como um paradigma da própria representação, sendo que re-apresentar é tornar presente na mente de quem vê, por algum meio, algo que não está presente, mas sim ausente.

Estas peças foram concebidas em diferentes alturas, mas a decisão de reuni-las num só conjunto expositivo deve-se ao facto de estas – umas de um modo mais explícito que outras – girarem em torno de uma mesma temática: os buracos.
O modo de abordar e explorar este conceito diverge, sendo que há peças, onde aparecem representados objectos, que por si só contêm uma identidade esburacada, isto é, os orifícios fazem parte da definição destes corpos, noutras surgem objectos esburacados, mutilados, numa espécie de perda de identidade. A profundidade também difere, suscitando diferentes emoções e interpretações. Se por um lado pode haver um vazio angustiante de um interior de uma carapaça de caranguejo por outro uma misteriosa sensação pode ser convocada por uma toca profunda.
Série: Esburacados
Óleo sobre tela
100x100cm
2004
Série: Esburacados
Óleo sobre tela
70x50cm
2004
Série: Esburacados
Óleo sobre tela
40x30cm
2004
Série: Esburacados
Pastel de óleo sobre papel
32,5x25cm
2006
Série: Esburacados
Acrílico sobre tela
100x80cm
2007

Série: Esburacados
Colagem de papel e acrílico sobre tela
70x60cm
2007

terça-feira, 14 de outubro de 2008

David Castanheira em "6 cadeiras..."

Trabalhos de David Castanheira para "6 cadeiras e 1 mesa".




Iluminismo Popular


“Pela Boca Morre o Peixe”


técnica mista (acrílico, grafite e colagens) sobre mdf, 60x30cm



“Disse-me um Passarinho”


técnica mista (acrílico, grafite e colagens) sobre mdf, 60x30cm





“Mais Vale um Pássaro na Mão que Dois a Voarem”


técnica mista (acrílico, grafite e colagens) sobre mdf, 60x30cm







“Concílio da Páscoa/ Burocracias”



técnica mista (acrílico e grafite) sobre papel, 118,8x84,1cm


“Então e os Ovos?”

técnica mista (acrílico e grafite) sobre papel, 240x92cm



“Snapshot”


“FLASH!”
técnica mista (acrílico e grafite) sobre papel, 118,8x84,1cm

“Knock”

técnica mista (acrílico, grafite e impressão) sobre papel, 125x86,5cm



“Out”

técnica mista (acrílico, grafite e impressão) sobre papel, 125x92cm

domingo, 12 de outubro de 2008

Cadáver Aflito (painel)





Dezenas de desenhos de tamanho A3 organizados em painel de dimensão variável.
Cada desenho é um átomo do corpo global que constitui o painel.
A forma como os átomos se conjugam e organizam é sempre diferente.
Assim, o corpo resultante dessa organização possuirá características próprias e diferentes das que teve da última vez.
Cada nova exposição, cada novo painel, terá um aspecto semelhante ao anterior mas obrigatoriamente diferente.
Trata-se de uma regeneração (ou degenerescência) do corpo anterior.
Com novos átomos que se misturam nos antigos.
E por aí fora, crescendo como um fungo, parasitando o espaço, oferecendo-se de novo e mais uma vez ao olhar eventual que irá completá-lo.
O observador irá ser infectado pelo painel através da mera observação.


Trabalho de Rui Silvares.



terça-feira, 7 de outubro de 2008

Chute d'Organes (Tríptico)

O tríptico de Filipa Rebordão, a expor na "Seis Cadeiras e Uma Mesa", conjuga dois meios de expressão plástica que, aparentemente, travam uma batalha mortífera no campo da arte contemporânea. O painel central, executado na tradicional técnica pictórica (com pincéis e tinta acrílica), coabita com dois loops em registo vídeo a servirem de painéis laterais.






CHUTE D’ORGANES
2008
painel central, acrílico sobre tela 119 x 246 cm
vídeos laterais, loop, dimensões variáveis
A SAGRAÇÃO DA CARNE
Ao gritar o suporte visceral nascido de imagens sacras, confiro ao silêncio espectral das imagens uma auto-suficiência sonora que ecoa internamente no Si. Liberto dum corpo cristão forças reprimidas bombeadas através de filtros pulsionais, até terem dimensão in-visível em mim, no meu ser-obra. Chute d’organes reflecte uma série de reflexões e novas visualidades a partir do painel seiscentista Martírio de São Sebastião, proveniente da oficina do pintor régio Gregório Lopes. No painel original, o Santo é o ideal e belo senhor do mundo, com total domínio das suas contradições internas, criado para prestar reverência e servir Deus como forma de salvar a alma. O seu espírito materializa o divino. Este idealismo e formalismo renascentista mesclado com frieza e falseado maneirista, permitem-me conferir-lhe uma nova concepção de corpo. Ao mártir, que sobre o pedestal exala os últimos sopros de vida com um sorriso humilde e resignado, confere-se um valor espiritual à dor física, porque a alma tem por vezes dó do corpo. Conferi o mesmo tipo de iluminação interior ao Santo que se descobre noutra condição e noutro lugar a todos oculto. Trata-se de uma ténue passagem revelada pela in-carnada luz, acontecimento do Ser Nada. Crio um corpo desumanizado pela violência externa, corpo humilhado e passivo para exprimir o sagrado, numa lógica de sistema aberto onde existem trocas de matéria e energia entre o corpo e o exterior. Tomo ainda, à maneira cristã, o homem como criatura cujo único objectivo é a obtenção da salvação eterna através de uma lição de sacrifício e sofrimento. Concebo um corpo para a morte. Corpo sem órgãos, em pose, esperador, sedento de ser e de-vir a ser em si.
Filipa Rebordão

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Sara Bichão


Sequência de imagens dos trabalhos de Sara Bichão para a exposição Seis Cadeiras e Uma Mesa. Paredes e portas em dimensão real. Superfícies saturadas de sinais. Reminiscências do nosso quotidiano. Mensagens codificadas ou puro caos?


parede n.1
1,04 x 1,78 x 0.16 m. Técnica mista.
Produção de parede: Cimento, esferovite, cola de esferovite.




porta n.1

2,26 x 0,76 x 0,04 m. Técnica mista.




porta n.3
(pormenor)
2,15 x 0,84 x 0,035 m. Técnica mista.




segunda-feira, 29 de setembro de 2008

... e até Platão tinha um corpo

Seguem-se os primeiros trabalhos da exposição "Seis cadeiras e uma mesa". É uma amostra dos desenhos de Luís Miranda. Lá mais abaixo o autor explica...


Clicar nas imagens chega-as à ponta do teu nariz







Luís Miranda

“...e até Platão tinha um corpo”
desenho
, técnica mista sobre papéis reutilizados
2002/...


Estes desenhos constituem uma série, ainda não terminada.

São iniciados com café e tinta da china sobre papéis de origem variada (revistas, jornais, toalhetes, guardanapos, embrulhos...) e trabalhados posteriormente com lápis de cor, pastéis e acrílicos.

A temática gira em torno do corpo como matéria em transformação, desagregando a unidade do eu com uma história, e a possibilidade, ou não, de uma nova reconstituição individualizada.

domingo, 28 de setembro de 2008

O Triunfo do Amor


O Triunfo do Amor
colagens, acrílico e tinta-da-China sobre papel
Outubro de 2006
Finalmente tenho algumas fotos de trabalhos meus com uma qualidade muito superior ao habitual. Foram tomadas pelo meu colega Luís Miranda e retocadas por mim no Adobe Photoshop. A partir de hoje vou colocá-las aqui no Carapau Staline, ao longo das próximas semanas à razão de uma por dia. Clicando sobre a imagem tem-se acesso a uma ampliação que permite ver com mais pormenor o resultado da técnica de colagem por mim utilizada e que nem sempre consigo evidenciar quando sou eu o fotógrafo de serviço. A tinta-da-China preta é difícil de controlar uma vez que reflecte a luz com uma violência inesperada.

sábado, 27 de setembro de 2008

Come to me

Come to me
tinta-da-China sobre papel
tamanho A3
século XX

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Outro Rei Mágico (e a Estrela)


Outro Rei Mágico (e a Estrela)
eram 3 mas só me lembro de ter desenhado 2
tinta-da-China sobre papel
tamanho A3

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Rei Mágico

(um) Rei Mágico
tinta-da-China sobre papel
tamanho A3

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Pride

PRIDE
Tinta-da-China (com toques de acrílico) sobre papel
tamanho A3
Século XXI
(não me lembro bem da data e não me apetece ir verificar)