terça-feira, 5 de maio de 2009

Coisas de um certo Testamento

Olho por olho, perna por braço, corpo por alma
Março 2009
tamanhoA3

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Mother of Invention

Mother of Invention
colagem muito antiga
tamanho A4

sábado, 2 de maio de 2009

Outro Elefante

Outro Elefante na Família
(a partir de desenho de Paula Rego)
tamanho A3
Abril de 2009

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Quantos Dias Faltam Para Que Ontem Faça Parte do Futuro?


Segue-se um excerto do texto do espectáculo QUANTOS DIAS FALTAM PARA QUE ONTEM FAÇA PARTE DO FUTURO ? levado à cena pelo Colectivo de Teatro "O GRUPO" em 1998. Com encenação da Ana Nave e texto do autor deste Blogue. O monólogo que aqui se reproduz foi representado por Ana Saltão (à direita na foto mais à direita, contracenando com Gonçalo Amorim, na foto da esquerda, no chão, Sara de Castro). Publico este monólogo no Carapau devido à passagem que refere a visão da Outra Mulher sobre os vírus.


6ªCENA
Palco

Outra Mulher: É incrível como as coisas acontecem. Ainda ontem seria incapaz de imaginar que o futuro imediato me iria colocar aqui, perante vós, tentando merecer a vossa confiança. É incrível, incrível... o futuro é incrível! Quem seria capaz de prever semelhante acontecimento? Aliás, na minha opinião, a previsão do futuro continua a ser a principal actividade humana. Desde tempos imemoriais que a nossa espécie tenta ler os sinais correctos que desvendam o que está para vir. Bruxos e adivinhos procuraram, no passado, ler coisas tão improváveis como as entranhas dos animais ou o voo dos pássaros. Os astrólogos esgotam a imaginação à procura de uma ordem celeste que oriente os acontecimentos sobre o nosso planeta. Os analistas políticos passam horas intermináveis às voltas com noticiários, telefonemas, contactos exclusivos, pretendendo decifrar os sinais que vão influenciar as grandes decisões dos dirigentes mundiais. Os consultores económicos lêem gráficos, tendências de mercado, sei lá que mais. É um frenesim! A leitura do tempo que há-de vir. Uma paixão. Já viram bem a quantidade de horóscopos que enxameiam a imprensa? Os astrólogos com consultórios abertos a abarrotar de pessoas? Não acham fascinante? É que todos estes sistemas são de tal modo frágeis, abeiram-se tanto do caos, que o “efeito borboleta” toma as formas mais inauditas. Conhecem essa ideia? Uma borboleta bate as asas em Tóquio e mais tarde, um furacão devastador arrasa uma cidade inteira na América. Deus nos livre! O Presidente mostra a “coisinha” a uma miúda, na Casa Branca, e vai despoletar uma guerra no Golfo Pérsico. Não é espantoso? Quem poderia prever que uma situação de assédio sexual fosse tomar semelhantes proporções? E a queda do Muro de Berlim? Como foi aquilo acontecer assim, quase de um momento para o outro? E o vírus da SIDA? Quem imaginaria a humanidade “encostada à parede” por um vírus demasiado inteligente? Por falar em vírus, acreditem, essa é a verdadeira guerra. Quer dizer, os vírus constituem-se em exércitos organizados e inteligentes, o seu objectivo é a conquista do planeta. Acho esta ideia simplesmente fascinante. A humanidade preocupada em combater seres que é incapaz de compreender, seres que a guerra não pode parar. É evidente que os vírus comunicam entre si, têm a sua linguagem, interagem com a finalidade de nos tratarem muito mal. Estão acima de nós na cadeia alimentar. Os super-predadores! Esta ideia é, simplesmente, fascinante.
Desculpem. Certamente que não foi para me ouvirem tagarelar como uma louca que vossas excelências me convocaram. Pois bem! É com todo o gosto que me ofereço para cobaia de vossas excelências. Desejo sinceramente ser pioneira na criação de uma colónia humana. Tive a oportunidade de tomar conhecimento das condições e estou disposta a oferecer os próximos dez anos da minha vida à experiência que permitirá salvar o homem na sua identidade enquanto espécie e todo o ecossistema que o acolhe.
Modéstia à parte, faço falta a qualquer colectivo. Sou uma criativa compulsiva. Penso, penso, penso, falo, falo, e as ideias tomam forma em catadupa. Jorram, espalham-se para fora de mim, sou uma central eléctrica capaz de alimentar as estrelas do Universo inteiro.
Oooops, desculpem, mais uma vez. Estão a ver? Lá vou eu... não tenho mão no meu
próprio sistema nervoso (Ri).
....Aqui estou, sou assim mesmo... forneçam-me um tema...., dêem-me um mote.... sim,sim, vamos lá, escolham um tema qualquer e vão ver como sou capaz de dissertar sobre ele livremente e a grande velocidade. Digam qualquer coisa! Vá, vá, vamos lá!

(Black out)

Chupa-Chupa

Lolly Pop
Abril de 2009
tamanho A3

terça-feira, 28 de abril de 2009

Atados


"Não Haverá Quem Nos Desate?"
A partir de gravura de Goya da série Caprichos
desenho a grafite e lápis-de-cor vermelho sobre papel
tamanho A4
Abril 2009

domingo, 26 de abril de 2009

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Cortesãos

Desenhinho bastante antigo (mil novecentos e noventa e qualquer coisa, ou será de oitentas?). Lembro-me que a ideia era a de fazer desfilar um rei ou uma rainha perante aquele grupo de personagens. Tempos de muita BD e projectos sempre inacabados.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

No face...


No Face For The Human Race
tamanho A3
Abril 2009

domingo, 19 de abril de 2009

Alegria na Caverna

Não Há Alegria Nesta Caverna
tamanho A3
Abril 2009

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Elvis Sebastião


Desenho a marcador preto sobre folha quadriculada de tamanho A5.
O tema "Sebastianista" revisitado, algures, lá para os anos 90.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Sem título II


Tal como o desenho anterior também este não tem título. A iconografia remete para São Sebastião mas a leitura geral é mais obscura que confusa. Como já fiz este desenho há muito tempo, não consigo recuperar o sentido das figuras nem explicar a intenção de o ter feito. Fica assim mesmo, misterioso até para o autor.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Sem título

Um desenho sem título é uma raridade entre os meus desenhos. Este aqui é a tinta-da-China, em tamanho A4 e foi realizado lá para fins dos anos oitenta, princípio dos noventa.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Ontem-3

Aventura Geriátrica
6 de Abril 2009
tamanho A3
Este post é o 3º de uma sequência em escadinha que mostra 3 trabalhos realizados ontem. Hoje estou um tanto vazio e sinto que há qualquer coisa a secar cá dentro. Talvez esteja a precisar de variar a técnica, procurar uma temática. Esta atitude de atacar folhas em branco sem saber o que elas escondem começa a falhar.

Ontem-2

Mr. Bones
6 de Abril 2009
tamanho A3